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O Estado
de São Paulo
Introdução
Localizado na região sudeste do Brasil, o Estado de São
Paulo é o mais industrializado e urbanizado do país.
Possui hoje índices de desenvolvimento urbano e industrial
que o situam entre os países desenvolvidos da Europa Ocidental,
tais como: Espanha, Itália, Inglaterra, França e Alemanha.
ntretanto, ao contrário destes países, não dispõe
ainda de informações ambientais integradas e sistematizadas
e de meios operacionais que o habilite a enfrentar os gravíssimos
problemas de degradação ambiental decorrentes da expansão
demográfica e urbana não planejada.
São Paulo possui, atualmente, uma população
35 milhões de habitantes, aproximadamente 22% da população
brasileira, uma densidade demográfica de 135 habitantes por
km2, quatro grandes áreas metropolitanas, e a mais complexa
rede urbana da América Latina, o estado poderá atingir
50 a 60 milhões de habitantes no ano de 2010. Num raio de
150 km do centro da cidade de São Paulo, a densidade demográfica
supera 500 habitantes por km2, muito superior a países como
Alemanha, Japão, Inglaterra e Itáliai (Governo do Estado
de São Paulo, 2000).
Essa grande densidade demográfica, aliada à expansão
não planejada das áreas urbanas gera problemas como
falta de água potável disponível, não
capacidade de tratamento de todo o esgoto doméstico e ocupação
de áreas de conservação e de mananciais, por
exemplo.
Aspectos Gerais
(Político-Administrativos, Sócio-Econômicos e
de Infra-Estrutura)
Atualmente, o Estado de São Paulo possuí 645 municípios,
dividos em 14 Regiões Administrativas, além da Região
Metropolitana de São Paulo, que divide-se em 42 Regiões
de Governo (IBGE, 2000).
O estado possui o melhor sistema de transportes do país, com
interligações entre rodovias, ferrovias, aeroportos
e hidrovia, que conectam a grande maioria dos seus municípios.
Contudo, o perfil dos transportes no Estado de São Paulo ainda é marcado
pelo domínio do transporte rodoviário, não apenas
na movimentação de longo curso de cargas e passageiros,
mas também no transporte de passageiros no âmbito urbano
e metropolitano. São Paulo possui 200 mil quilômetros
de rodovias e 2.700 km de auto-estradas que ligam todos os seus municípios
em conexões para os estados vizinhos e saídas para
os países do Mercosul.
Alguns dos principais conglomerados do mundo encontram-se instalados
em São Paulo. Responsável por 40,62% de todo o PIB
brasileiro, das 30 maiores empresas brasileiras, 17 estão
no Estado de São Paulo (Governo do Estado de São Paulo,
2000).
O estado também detém cerca de 42% de participação
total nas exportações brasileiras, participando de
11% das exportações de produtos básicos e de
42% de produtos industrializados no Brasil. Aproximadamente 92% das
exportações paulistas referem-se a produtos industrializados
(Governo do Estado de São Paulo, 2000).
São Paulo possui bons indicadores sociais, com:
·
baixos índices de mortalidade infantil, que tem tido pouca
variação nos últimos anos,
·
bons índices de cobertura dos serviços de esgotamento
sanitário (83% de todo o Estado) e de abastecimento de água
(98%),
·
baixas taxas de analfabetismo da população com mais
de 15 anos, avaliada em 7,4%, em 1996 e com tendência de queda
crescente.
Atualmente o estado detém 540.000 estudantes de ensino superior,
226 mil estudantes de ensino técnico, além de 6.575
escolas estaduais e 2.210 escolas rurais com 9,7 milhões de
estudantes de ensino básico (Secretaria de Educação
do Estado de São Paulo, 2000).
Em relação à geração de energia,
o estado consome 32,4% e gera 22% da energia elétrica total
produzida no país.
Dados do último Censo Agropecuário 1995-96, mostram
que atualmente há uma queda significativa no número
e na área total de estabelecimentos rurais do estado, assim
como enorme queda no contingente de pessoal ocupado na agropecuária
paulista. Isto reflete o extravasamento do desenvolvimento urbano
e industrial da Grande São Paulo para outras regiões
do estado e tem como graves conseqüências o alto índice
de desemprego e a grande desigualdade social dos centros urbanos
(IBGE, 2000).
Aspectos Físicos
(Clima, Solo e Relevo)

A maior parte do Estado de São Paulo está localizada
na Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, possuindo Clima
Tropical com chuvas variadas, inverno seco e verão quente.
A temperatura média entre 16 e 18 graus e pluviosidade anual
média entre 1.000 e 1.400 mmi (INPE, 2000).
O relevo do estado de São Paulo é subdividido nas seguintes
unidades geomorfológicas (Instituto Geológico, 2000):
·
Província Costeira: inclui as baixadas litorâneas, as
serras da costa (Serra do Mar, de Paranapiacaba e de Itatins) e os
morros da costa e do Vale do Ribeira;
·
Planalto Atlântico: abrange a faixa de rochas cristalinas que
vai da região sul do Estado (Guapiara) até a região
nordeste, na divisa com o Estado de Minas Gerais (Campos do Jordão);
·
Depressão Periférica:compreende a região que
se estende desde o Planalto Atlântico para o oeste paulista,
pelos vales do Médio Tietê, Paranapanema e Mogi-Guaçu;
·
Cuestas Basálticas:formadas pelos remanescentes erosivos das
camadas de rochas vulcânicas basálticas da Bacia do
Paraná, na faixa que vai desde Ituverava e Franca a nordeste,
até Botucatu e Avaré a sudoeste;
·
Planalto Ocidental:inclui os planaltos das regiões de Marília,
Catanduva e Monte Alto.
Aspectos Biológicos
(Fauna e Flora)
O Estado de São Paulo é formado, basicamente, pelos
Biomas Mata Atlântica e Cerrado. A importância desses
ecossistemas foi, recentemente, reconhecida com a inclusão
de ambos na lista de hotspots (regiões biologicamente mais
ricas e ameaçadas do planeta) organizada pela Conservation
International.
Segundo o Inventário Florestal do Estado de São Paulo
de 1993, o estado possui cerca de 33 307 744 ha de "Mata Natural",
ou seja, 13,4% de seu território. Destes, aproximadamente
85% são classificados como "mata" e "capoeira";
9% como as diferentes fisionomias do Cerrado e 4% entre "várzea", "restinga", "mangue" e "vegetação
não classificada". Cerca de 60% da área remanescente
de "Mata Natural" localiza-se na região litorânea.
Ainda conforme o Inventário Florestal do Estado,no período
de 1962 a 1971-73 houve um descréscimo de 39,45% da cobertura
vegetal natural do Estado e de 1971-73 a 1990-92, o descréscimo
foi de 29,20%. No total, de 1962 a 1990-92, a perda de vegetação
foi de 57,13%, um índice alarmante. Essa perda pode ser visualizada
nos mapas de Reconstituição da Cobertura Vegetal feitos
por M. Victor em 1975.
Atualmente, um dos principais problemas enfrentados para a conservação
dos remanescentes florestais do Estado é sua extrema fragmentação.
No Cerrado, por exemplo, os remanescentes estão distribuídos
em cerca de 8 353 fragmentos - veja Mapas de Remanescentes da Mata
Atlântica (Workshop: Bases para Conservação e
Uso Sustentável das Áreas de Cerrado do Estado de São
Paulo, 1995).
A dificuldade de conservação da fauna paulista e o
grande número de animais em perigo de extinção
também refletem essa fragmentação do ambiente;
cerca de 62 espécies paulistas aparecem na Lista de Animais
Ameaçados de Extinção do Brasil.
Unidades de Gerenciamento dos Recursos Hídricos
O Estado de São Paulo é dividido em 22 Unidades de
Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRH). Essas UGRH foram
criadas com o intuito de favorecer o planejamento e a utilização
integrada dos recursos hídricos do Estado procurando a resolução
de conflitos como o desequilíbrio entre demanda e disponibilidade
de água e a manutenção de uma boa qualidade
da água (Plano Estadual de Recursos Hídricos, 1991).
Segundo o Plano Estadual de Recursos Hídricos as UGRH têm
como base a Bacia Hidrogáfica. Além disso, a divisão
levou em consideração as características físicas
(geomorfologia, geologia, hidrologia regional e hidrogeologia) e
os aspectos políticos e sócio-econômicos (compatibilização
coma divisão regional existente, número de municípios, áreas
de cada unidade, distâncias rodoviárias, aspectos demográficos
e sócio-econômicos) das regiõesi (Plano Estadual
de Recursos Hídricos, 1991).
Unidades de Gerenciamento Costeiro
O Estado de São Paulo ode ser divido em três sub-unidades
costeiras de, aproximadamente, 700 Km de extensão: Litoral
Norte, Baixada Santista e Litoral Sul (Plano Nacional de Gerenciamento
Costeiro, 1990). Os limites - terrestres e marítimos - dessas
unidades são estabelecidos em função tanto de
características naturais (configuração topográfica,
zona de influência do mar e zona de influência das ondas)
como de características sócio ecônomicas (nível
de atividade sócio econômica e sua área de influência).
O objetivo dessa divisão é, segundo o Plano Nacional
de Gerenciamento Costeiro, possibilitar um gerenciamento ativo do
litoral, garantindo sua utilização, conservação,
proteção, preservação e a recuperação
de Recursos Naturais e Ecossistemas Costeiros além do dimensionamento
das potencialidades e vulnerabilidades da Zona Costeira e o controle
da poluição e degradação ambiental.
Informações Consultadas
·
Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado
de São Paulo - DAEE
·
Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados
SEADE
·
Governo do Estado de São Paulo; Secretaria do Meio Ambiente;
Coordenadoria de Informações Técnicas, Documentação
e Pesquisa Ambiental; Instituto Florestal. Inventário Florestal
do Estado de São Paulo. Dezembro, 1993.
·
Governo do Estado de São Paulo. Plano Estadual de Recursos
Hídricos.Fevereiro 1991.
·
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE
·
IPT, 1981, Mapa Geomorfológico do Estado de São Paulo.
Secretaria da Indústria, Comércio, Ciência e
Tecnologia. Vols. 1 e 2.
·
Kronka, Francisco J. N. Áreas de Domínio do cerrado
no Estado de São Paulo. São Paulo: Secretaria do Meio
Ambiente, 1998.
·
Ministério do Meio Ambiente. Plano Nacional de Gerenciamento
Costeiro (Resolução no 01/MM, de 21/11/90).
·
Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de São
Paulo
·
Governo do Estado de São Paulo
· Secretaria Estadual do Meio Ambiente
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